domingo, 28 de fevereiro de 2016

Under the same moon




   Our pale blue world keeps spinning round. it is still quite difficult to tell where will the spins end up. Nevertheless, we are still under the same moon.  


    I remember you teaching me all about it, and find myself in the act of laughing - that same old maniac grin that would at a time keep you both amazed and scared. I may be scared to these days, you know? Quite hard  to tell  through all these mists, all the same old smoke curtain to my too well known misfit self. What about the ego? well, that's a whole nother story. Nevertheless, we are still under the same moon.





                                  




  Do you remember all that witchery crap, when that old lady looked inside the gentle wild nebula of your iris and, with a rehearsed solemn tone ( the gravest of all the reharsed solemn tones) when  she told "you' ll meet a tall dark stranger", whilst denuded that sweet mess, the childish dark matter  consisting in those gorgeous hazel eyes of yours.   Maybe I got a bit emotional again. Hard to tell after all these moon cycles, all these fantastic discoveries on day by day life, such as Goddamn particles, gravitational  waves, life outside ourselves and the rise and fall of new Star crossed lovers. Oh! And the taxes, let's not forget death and taxes.
 Nevertheless, we are still under the same moon.





                                                                      *            *            * 




  Yet I can't really tell why am I telling you all  this. Why to share all that we once had, all that we left unshared and all that came after, therefore, no longer shareable.

Like all the speeches I gave you, All those lectures from you received, the matter of such the lunatic am I. I barely could now, being a lunatic, after all. but you did. you always did, for you' e always been an young lady trapped In a soul as old and free as life itself only. And even freer, whenever the word does truly exists either in English, in Portuguese, French or any other language speaken by Men.
  One way or another, here I am, and here are you not. In fact we never have been together at the same space and the same time. As it seems, we belonged apart, doing no more than overlapping dimensions and realities,  maybe? Nevertheless, is just you and me. Or, at least, it used to be, in a parallel universe, in a given time we both gave up, surely not in the same space of time. Nevertheless, we are still under the same moon.


sábado, 23 de janeiro de 2016

13 de maio, 21 de abril, 4 de julho e um dia qualquer de janeiro




 Olha que loucura, essa noite eu acordei gargalhando.

 Gargalhada que esteve por tanto tempo presa em minha garganta. Logrou escapar, se cuspindo boca afora. Eu ali. Estático. Como em êxtase. Extático?
Extasiado?

 Ria louco, ria leve. Ria, olha só, assim como  que liberto. Não mais preso, como se não fossem teus braços meus grilhões. Assustado, como não fosse mais teu sexo minha casamata. Teu colo, não mais meu leito de coma. Como já não fosse só Teu, mas como meu mesmo também, estranha espécie de guarda compartilhada do ser incompleto e imperfeito que, sabemos todos, que sou. E já pronto estaria para enfim me entregar.




 Pois pra me dar a ti, precisaria teu não ser. Meu. Posse conspícua, inelegível e inalijável. Meus seriam minhas vontades, meus os meus pensamentos. Não teria senão minhas virtudes e minhas intenções a guiar meus dias, e assim, possuir de fato e de direito minha estrada e meu timão. Eu senhor de meus próprio tempo e hora, capataz e capitão de meus vagos dias sobre a terra.

 Aí então, no meio da noite, acordaria num ataque histérico de risos, falta de ar e gozando as mais ácidas lágrimas. Brancas como leite, vindo como do coma, de um transe, só para te alvorecer clara e nua a meu lado. Em meus braços. Onde pudesse derramar - me enfim em derradeiros leite e leito.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

2.0.1.5 no retrovisor



Uma revista chama as ruas um povo atônito ante tanta corrupção. Um povo que vai as ruas sem lembrar de onde vem e sem tampouco saber onde vai dar.



                                                           
   Brasil: um país de tordos


Um grupo terrorista age de maneira covarde e impõe medo e desesperança a todos os povos.

                                               
         You know nothing, innocent. Tcham!


Há um impedimento.

Sagra - se outra vez campeão aquele grande time, onde atuam aqueles grandes jogadores (uns mais espetaculares, outros mais midiáticos.).




Porque bom mesmo era antigamente.



Uma catástrofe.


                                          
                                               O tempo passa, o tempo voa. De boa?


                       

30 anos. Smile and wave.



                                     
                                            Cara pau de um, focinho de tomada do outro



   
Crianças brigam, mas depois acabam ficando em paz.

                             
                                   Descaso e esquecimento. Sintomas claros de hipocrisia.





Um telefone que toca:

- alô?

- Epa! E aê? Novidades?

-Nã. Sacomé. Tudo na mesma...

- Pode crer. Tudo na mesma.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Alpha Bravo Crisis



My world is no more. Nevertheless, there are no changes at all. My soul could not get any darker, my head barelly would get any more enlightned and though not that fulfiled, I could not be any less delighted.








Poetry is dead. Poverty, on the other hand, is all over. Black dog goes over and over. Like chasing the tail. Just waiting, God knows what for. But there are no Gods, after all. No working class party saviour, no miraculous way out. Nothing but the same “left right left right” tune, just like before that FiatLux stuff.



I can’t seem to fit any clothes, any shoes, any space between these commas. Like a former hero – world class fighter, I took too many hits on the head. Like that old football player no one even recognize at the Market queue. Like a former F5 pilot, in Coma due to a misplaced rug and a pathetic fall in a Holiday trip. Trying  to find a way out. Or in. Any way.



My friends are nowhere near to be seen. My problems change names and faces, but never leave me alone. Pink Floyd, The cure, the Pi number (constant) keep the same. So does my sarcasm and sweet apathy. And the Alpha, the omega symbolism, still feed me all the empathy that I need to keep it coming. Guess only that and Brit rock’s for sure. 


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Da esperança 1

Ou The times they are a' changing




O antecipado  mundo globalizado do futuro, através de mercados e  conexões virtuais  já chegou  a nós  de maneira tão orgânica que  mal o vimos se estabelecendo.  Não é exagero dizer - ou mesmo novidade - que nos últimos 50 anos a espécie humana revolucionou como nunca antes sua forma de produzir e reproduzir conhecimento, num vórtice violento de interatividade ininterrupta. Um mundo sem fio que jamais fica offline.


Para mim, que cresci  admirado com as tecnologias que via surgindo a velocidades cada vez mais estonteantes, é desconcertante  ver que as gerações posteriores a minha encarem tudo isso com tanta naturalidade. Coisas do Zeitgeist, por certo. Esse assombro, no  entanto, compartilharei noutras oportunidades. O papo hoje é sobre a guerra dos meninos, mais especificamente,  dos meninos de São Paulo.




 Viva! La erte!
                                                                                        
                                                                    todos os direitos (p)reservados



Do começo: Os bandeirantes paulistanos, representados pelo Sr. Geraldo Alcakmin, decidiram cortar gastos. Até aí tudo bem,  afinal, a austeridade é hoje pedra de toque da administração pública e privada, num Brasil sacudido por crises institucional e política  como num mundo ainda se recuperando da última crise econômica (aquela d@s bolhas). O problema é como ele resolveu fazer o corte. Uma atrapalhada reforma escolar, onde seriam fechadas quase cem escolas, salas seriam mescladas (resultando em superlotação e consequente queda de aproveitamento) e o fim da linha para muitos alunos. 


Ou o que esperar de um aluno de EJA ou outro de período noturno  que, trabalhando durante o dia, se vê de uma hora para outra, transferido para locais distante do emprego, inviabilizando a já sacrificada jornada a qual a maioria de nós se vê obrigado a trilhar em busca de formação profissional? 




                             

                                                                Deixai vir a mim





Vendo seus futuros ameaçados por um governo que sequer se dignou a convocar discussões (a exemplo do que aconteceu mais cedo esse ano nas terras de Beto Richa, onde faltou boa educação e sobrou até pros jornalistas, atacados por cães raivosos e pitbulls), o que fazer?




                                                           Clique na imagem para relembrar






Os jovens não pensaram duas vezes e ocuparam o espaço que é seu por direito. A adesão foi aumentando, aumentando e o número passou das 220 escolas! A opinião pública, em parte ajudada pela "grande" mídia, se dividiu. Aulas paralisadas, faltando tão pouco para o fim do ano letivo? Tanto barulho por mera realocação de vagas? 

Ora, Fulaninho e Sicraninho já não iriam mais para a mesma escola, mas e daí? Quem estaria por trás dessa baderna?  como pode -se protestar em pleno dia útil? Quem vai encher o pixuleco? O que se passa na cabeça desses moleques? 

Vandalismo! Invasão!





                                                                  Sophia Alckmin recomenda: look básico com camisa CBF




Como pincelamos anteriormente no texto, a coisa vai pra bem 

além do incômodo de estudar longe de casa, ou de "ter de fazer 
novos amiguinhos". Os  pais logo foram descobrindo - só posso 
crer que com enorme orgulho - o quão politizados e mobilizados 

estavam seus filhos. Surpreenderam até dinossauros de movimentos 
sociais, como Laerte. Palavras dela:

  

“Estou abismada. Acho que nunca teríamos feito uma coisa desse teor", afirmou em referência à sua geração. “Não sei o que vai mudar. O que eu gostaria muito que ocorresse era uma resposta de abertura para negociações. Uma compreensão do governo de que não é possível fazer esse movimento sem ouvir a sociedade.”






A fala se deu antes da decisão de Alckmin em voltar atrás e
anunciar a suspensão¹ das medidas no fim de semana. Pelo sim,
pelo não, os alunos resolveram que vão continuar ocupando as
escolas, até que o tucano revogue em definitivo² o decreto da
reorganização.

Fica de tudo isso a esperança de que talvez o "gigante" tenha 

de fato acordado, vivendo através desse organismo complexo 
que são as redes sociais - sejam elas virtuais ou não - grassando 
no que temos de melhor: material humano. A vitória não poderia 
vir em melhor momento. Estamos todos, afinal, com muita fome
de justiça e democracia.





 crédito aos verdadeiros protagonistas
                                      
                                          A chef  Paola Carosella, dando seu apoio a causa




                                               




sábado, 5 de dezembro de 2015

Soneto dos Reis


Sou negro sem querer

Sou poeta por Fado
Sou tristonho, galante
Definido no falo

Feito à força sereno
Inaudito gigante
Nunca o amor mais ameno
Sempre pontual amante



É viver uma África
É o futuro arte intacta
Pretensões umas mil

A mucama o pariu 
A sinhá o inducou
Casa amada Brasil


           *Publicado originalmente em http://malandragem-inquieta.blogspot.com.br/